Entre a infância e a velhice, um mundo inteiro para aprender!
Atualizado: há 2 dias

Há quem diga que estamos vivendo um tempo em que alguns valores estão se perdendo. Que as novas gerações já não têm a mesma paciência, o mesmo respeito ou o mesmo interesse pelas histórias daqueles que vieram antes.
Mas estamos criando oportunidades para que essas gerações se encontrem?
A infância e a velhice podem parecer dois extremos da vida, mas, na verdade, elas se complementam. Uma começa a descobrir o mundo. A outra já carrega muitos mundos dentro de si. E talvez seja justamente por isso que, quando se encontram, tenham tanto a ensinar e a aprender.

No mês em que celebramos as crianças e também lembramos a importância de valorizar e respeitar as pessoas idosas, duas histórias nos mostram a beleza desses encontros.
No Educandário Nossa Senhora do Amparo, além de muitas brincadeiras e uma festa só para elas, as crianças participaram de um encontro com os idosos. Mais do que uma atividade, foi uma oportunidade para que diferentes gerações estivessem juntas, compartilhassem momentos e descobrissem que existe muito mais em comum entre elas do que podemos imaginar.
Porque uma criança que escuta a história de um idoso aprende sobre um tempo que não viveu. E um idoso que convive com uma criança reencontra, muitas vezes, a alegria, a espontaneidade e a curiosidade que fazem parte de toda infância.

No Centro Social Laudato Si, os idosos também tiveram um mês cheio de encontros, atividades e momentos especiais. E, como não poderia faltar, tudo terminou do melhor jeito possível: Com muita atividade física, música, alegria e a presença dos músicos do Instituto Anelo.
São momentos simples, mas que dizem muito, nos lembrando que envelhecer não significa deixar de aprender, de se divertir, de fazer novas amizades ou de viver novas experiências.
E que ser criança também é muito mais do que crescer: É aprender a conviver, respeitar, ouvir e reconhecer o valor de quem veio antes e de quem ficará depois.
Talvez seja justamente aí que esteja uma das respostas para a pergunta que tantas vezes fazemos sobre os valores das novas gerações: Valores não podem ser apenas ensinados, devem ser vividos e compartilhados.
Eles surgem quando uma criança segura a mão da pessoa idosa. Quando alguém ouve a história contada por uma pessoa mais velha. Quando gerações diferentes dividem uma brincadeira, uma música, um lanche ou simplesmente o mesmo espaço. Porque, quando infância e velhice se encontram, não são apenas duas fases da vida que se aproximam. É o passado encontrando o futuro.
E talvez seja assim que os valores realmente continuem passando de uma geração para outra: Através dos encontros, do afeto e da convivência. Afinal, ninguém constrói o futuro sozinho. E nenhuma geração deve caminhar sem aprender com aquelas que vieram antes.
Neste mês dedicado às crianças e às pessoas idosas, celebramos justamente isso: A beleza de uma geração que encontra na outra aquilo que nenhuma delas poderia construir sozinha.


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