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Capítulo 3 – As crianças e a família em Xangai


Quatro mais três!

Em 1935, nasceu Vivian, nossa irmã mais velha. Depois vieram Tom, Molia (equivalente a Maria, na fonética chinesa) e John. Estes formaram o grupo conhecido como ‘os primeiros quatro’. Enquanto a guerra continuava, as crianças também vinham chegando. Logo havia cinco, seis, sete e oito.


Nosso Pai passou da comercialização para a fabricação de fios têxteis: primeiramente algodão e, em seguida, lã também. Ele estava construindo fábricas, uma após outra, enquanto nossa Mãe estava tendo bebês. A guerra com o Japão finalmente terminou em 1945, e nossa irmã, Theresa, foi chamada Bei-Chin, ou ‘Celebração Admirável’, em chinês, para comemorar a vitória sobre os japoneses.



Em que pesem suas múltiplas atividades, como notável homem empreendedor, nosso Pai ainda encontrou tempo para aprimorar sua formação espiritual, o que também constituiu-se numa graça para nossa família. Isso ocorreu, em grande parte, por influência e inspiração de nossa mãe.



Um retiro com o grupo masculino de líderes leigos

Grupo de amigas da Mãe depois de uma reunião mensal para reflexão e catequese na nossa casa. O grupo foi liderado por dois padres Jesuítas: Padre Beda Chang, SJ e Padre Wang Fon, SJ.

Mulher tão persistente quant o sábia, lutou bravamente para que nosso Pai não tivesse um vazio espiritual em sua vida. Sua estratégia era a de formar um grupo de leigos católicos, entre eles alguns dos empresários mais respeitados de Xangai, ao qual Joseph Sieh se integrou. O padre Beda Chang, SJ , diretor do Colégio dos Jesuítas em Zicawei, foi mentor e guia do grupo.


Um retiro de 30 dias, seguindo os Exercícios Espirituais de Santo Inácio, foi o ponto alto desse processo de formação. O retiro mudou profundamente a perspectiva do nosso Pai. Sua conversão ao Catolicismo passou de mera conformidade à exigência da Igreja para o casamento, para uma experiência de fé enraizada e crescente.




A Mãe (segunda à esquerda) com seus pais, filhos e seu grupo de amigas em frente da igreja, depois da Missa

Ele sempre teve dificuldade em articular conceitos religiosos e teológicos, mas o único lema inaciano que repetia para nós e para si mesmo ao longo de sua vida era: “Tudo para a maior glória de Deus. Amém!” Em várias ocasiões, a nossa família iria discutir a interpretação prática do que é exatamente a glória de Deus. Com isso, nosso pai consolidou na família o conceito de que os chineses têm a tradição de viver suas vidas fazendo o bem para os outros!

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